sábado, 11 de julho de 2009

Uma cidade e Concelho sustentáveis (Conclusões das Conversas sobre o Futuro sobre Políticas Municipais de Ambiente)

Um milhão de euros, aproximadamente, foi quanto a Câmara Municipal de Aveiro gastou, em iluminação pública, em 2008, seguindo as contas da autarquia. Uma factura energética elevada, que poderia ser susbstancialmente reduzida com a adopção de medidas simples, de racionalização dos consumos, como a a troica de lâmpadas. A eficiência energética foi um dos temas abordados, esta quarta-feira, durante mais uma das “Concersas Sobre Futuro”, que o Movimento AdoroAveiro e a candidatura de José Costa (PS) à Câmara de Aveiro têm vindo a promover na sua sede, à rua Batalhão Caçadores Dez, nº 52, em Aveiro. Desta vez a conversa era foi sobre Ambiente e o animador o professor José Manuel Martins, da Universidade de Aveiro.
A poluição atmosférica, a qualidade do ar que respiramos e da água, o ordenamento do território e o planeamento urbanístico, a recolha e o tratamento dos lixos e dos esgotos foram, igualmente, objecto de uma conversa tão necessária qaunto longa e, por vezes, acalorada. Relevo, também, para as preocupações dos vários intervenientes – aveirenses de diferentes quadrantes político-partidários que gostam de Aveiro - quanto à necessidade requalificar da avenida Lourenço Peixinho e dinamizar o centro da cidade em geral.
Preocupações, ainda, quanto degradação da floresta e ao estado de abandono da ria de Aveiro, enquanto potencial de desenvolvimento económico e social e elemento diferenciador da cidade. À laia de conclusão, o candidato socialista à Câmara de Aveiro, José Costa, defendeu que a qualidade de vida que os aveirenses sonham e perseguem exige que a cidade e o concelho se desenvolvam de uma forma sustentada, com preocupações ambientais. “Queremos ser um Município exemplar em termos de eficiência energética (a Câmara deve dar o exemplo!) e em todos os aspectos ambientais”, afirmou o candidato, José Costa.
De entre as propostas e ideias sérias para as políticas ambientais para Aveiro, de referir as seguintes:
- A promoção de uma Educação Ambiental forte, principalmente junto dos maispequenos que são mais receptivos e bons condutores da informação, tendopresentes as preocupações da água, do ar, da ria, da biodiversidade e dareciclagem. Defendendo mais informação para todos. Foram dados comoexemplos a Escola de Cacia onde se está a fazer um bom trabalho na educaçãoambiental e a C. M. da Figueira onde através da promoção das suas riquezas,como a sua gastronomia conseguem contribuir para a preservação do seu meio.
- Necessidade de ressuscitar algumas das características e tradições deAveiro, pois a Manutenção das Tradições ajuda a preservar o que temos,acrescentando que é uma forma de mais facilmente mobilizar-se as pessoas aparticipar. Sobre este tema falou-se também do sal, que em Aveiro já não éuma actividade rentável mas que pode funcionar como um museu vivosubsidiado pela Câmara, explorando-se o campo turístico.

- A Consolidação da Malha Urbana ajuda logicamente a conseguir asustentabilidade ambiental, não é racional criarem-se transportes, escolas,redes de abastecimentos ou tantas outras coisas para servir apenas algumaspessoas.- Melhorar a Eficiência Energética devia ser também uma das premissas a terem consideração, sendo o exercício público o primeiro a dar o exemplo, nosseus edifícios, na iluminação, etc.

- Aproveitamento dos Resíduos Florestais para produção de biomassa, paraalém de ser outra forma de produzir energia é um contributo para a limpezae preservação da floresta.
Movimento AdoroAveiro

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Conclusões das Conversas sobre o Futuro - Indústria e Empresas

No passado dia 3 de Julho, sexta-feira, tivemos o prazer de receber no Espaço AdoroAveiro vários empresários e gestores Aveirenses de reconhecido mérito que para alem de nos terem conferido algumas notas sobre o seu negócio manifestaram as seguintes preocupações

 

  • A necessidade de haver uma liderança local que transmita as preocupações do tecido empresarial local e que possa influenciar a política governamental;
  • A necessidade de fazer um planeamento estratégico que envolva os agentes locais;
  • A necessidade de encontrar formas de simplificar os processos de licenciamento – Serviços que ajudem as empresas a ultrapassar a complexidade do enquadramento legal.
  • A necessidade de ajudar as empresas que têm dificuldades de espaço nos seus processos de expansão;
  • A necessidade de envolver as nos processos de planeamento e ordenamento do território.
  • A necessidade de melhorar significativamente o ordenamento e qualidade do espaço público nas áreas que acolhem as empresas;
  • A necessidade de criar uma política de transporte público que sirva de forma adequada as zonas empresariais;
  • A necessidade de oferecer um serviço integrado de recolha de resíduos industriais – Ponto de recolha para várias empresas;
  • Necessidade de contribuir para fixar jovens quadros que pretendem criar empresas no Concelho de Aveiro;
  • A necessidade de definir alguns sectores em que Aveiro e/ou a região do baixo Vouga possam ter alguma vantagem competitiva (ex.: fileira florestal, energias renováveis, telecomunicações);
  • A influencia que a qualidade de vida no Concelho de Aveiro pode ter na fixação de quadro altamente qualificados (ex: qualidade na oferta de educação / formação, oferta de saúde, oferta cultura, qualidade do espaço urbano, etc.).

Estas preocupações dos empresários poderão ter outra abordagem por parte da autarquia. O poder local  pode funcionar como propulsionador do crescimento económico e não apenas uma entidade que presta serviços básicos aos cidadãos. O apoio directo aos empresários e às indústrias é um elemento fundamental numa politica local vocacionada para garantir maior desenvolvimento económico. Concluindo, foi uma sessão muito importante para compreender os problemas reais da economia local, bem como para lançar às empresas desafios em como olham para a sua relação com o meio e, concretamente, com a sua autarquia. 

Conversas sobre o Futuro - Políticas Municipais de Ambiente, Hoje no Espaço AdoroAveiro pelas 21h com comentários do Professor José Manuel Martins


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Inauguração do espaço Adoroaveiro - 4 de Julho de 2009


Se alguém ainda tinha dúvidas que o movimento Adoroaveiro representava uma nova maneira de fazer política, elas ficaram claramente dissipadas com a inauguração do espaço público que vai servir de sede de campanha.


Mais do que uma festa, que durou toda a tarde de sábado, os que lá passaram (e foram muitos!) puderam participar num exercício sobre o que pode vir a constituir as bases de uma nova política cultural, activa e sobretudo inclusiva.


Foram criados um conjunto de “rubricas” a que se pretende dar continuidade até Outubro:

- Micro galeria
- Um toque clássico
- E tu como o farias?, espaço de debate político
- Momento de magia
- A hora da palavra


Teve particular significado o nosso candidato ter iniciado a hora da palavra lendo uma poesia de Miguel Torga. Aveiro, precisa de um presidente culto e activo, e ao ouvi-lo, cresceu em nós ainda mais esse desejo. A emoção e a ternura jorraram abundantemente da voz de Isabel Almeida, ao ler em seguida dois magníficos poemas.


A qualidade do duo Luís Toscano (voz) e Tiago Matias (cordas) criou um ambiente suave e envolvente para início de festa.


Outra agradável surpresa foi espaço de debate político, “e tu como farias” onde o Dr. José Costa com o apoio de Paulo Trincão conversaram e sobretudo ouviram, algumas preocupações e sugestões sobre a política cultural do município.


Entre estas actividades era possível ver espalhados pelos diversos espaços, atractivos e confortáveis, pequenos grupos de pessoas que ao verem as portas abertas iam entrando, é certo que com uma pequena ajuda de um Mimo que encantou sobretudo as crianças. A conversa e a visita à exposição colectiva de pintura de Jeremias Bandarra, Jaime Borges, Carlos Souto, Hélder Tércio, Artur Fino, José Bello, Patrão Lopes e José Augusto, foram ocupando os visitantes até ao início de uma nova actividade.


A magia que se foi criando foi muito bem aproveitada por Filipe Monteiro que mostrou a todos o papel que esta forma de arte pode ter na motivação e fixação de públicos.


E como era festa não faltou um bom espumante da Bairrada!


E como era do Partido Socialista não faltaram as rosas, vermelhas é claro.


Para quem não esteve lá, vale a pena estar atento ao programa do espaço porque isto foi só o princípio.


Esperamos por todos!

Sofia Cunha e Paulo Trincão

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Campus da Justiça aprovado em Conselho de Ministros




A decisão do Conselho de Ministros em aprovar o Campus da Justiça na Praça Marquês de Pombal é uma boa notícia para os aveirenses, essencialmente, porque este novo espaço trará uma melhor qualidade dos serviços na área da Justiça, melhores infra-estruturas e melhores níveis de produtividade nos serviços judiciais. 

Contudo, é necessário ressalvar duas notas em relação a este novo equipamento: a liderança e a nova centralidade (este último argumento utilizado pelo Presidente da Câmara).

1. Este equipamento para a cidade é consequência de um grande empenho do Governo Civil de Aveiro. Não obstante o necessário trabalho conjunto com a autarquia, é importante sublinhar o papel de liderança que o Governo Civil representou neste processo, sendo de questionar, como noutros diplomas e assuntos de mais alta relevância para o Concelho (CIRA, nova entidade de gestão da água e saneamento, atracção de novos investimentos..) se Aveiro tem um executivo que toma decisões a favor dos seus munícipes e se, essencialmente, assuma o seu papel de liderança.

2. No dia 26 de Junho, foi discutido na Assembleia Municipal o futuro da Avenida Dr. Lourenço Peixinho. Os especialistas em planeamento e urbanismo advogam que para regenerar o espaço urbano é necessário dar-lhe vida, trazer as pessoas para o espaço público. Localizar  os equipamentos públicos nessas áreas críticas com potencial e centralidade (como a Avenida) são oportunidades únicas para inverter a tendência de degradação e desertificação. O problema da argumentação do sr. Presidente prende-se, exactamente, nesta filosofia permanente de criar novas centralidades, quando as já existentes e com grande potencial são pura e simplesmente esquecidas ou "adiadas".   

Por isso, havendo vontade política e disponibilidade financeira do Governo em trazer mais equipamentos públicos para Aveiro, sendo esta uma das soluções para revitalizar a nossa Avenida, a autarquia poderia ter dado ênfase numa localização destes equipamentos nesse espaço da cidade ou pelo menos dar a entender que tem algum pensamento estratégico para a cidade. 

João Vargas
Apoiante do Movimento AdoroAveiro

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Desenvolvimento Económico -desenvolver uma Estratégia para Aveiro

O desenvolvimento económico é um dos pilares que sustenta o projecto de desenvolvimento que o Partido Socialista irá apresentar aos cidadãos Aveirenses nas próximas eleições autárquicas. Este objectivo requer que a Câmara Municipal de Aveiro se preocupe com as múltiplas componentes que influenciam a actividade económica que é também bastante diversa.

  •  Papel da Autarquia – Facilitador de uma estratégia partilhada

Sendo a actividade económica maioritariamente realizada por agentes privados, as autarquias têm uma importância fundamental na construção de uma estratégia local/regional participada, que maximize sinergias e defina prioridades no investimento dos recursos público e um papel essencial de facilitador, removendo os bloqueios que impedem o seu desenvolvimento.

  • A produção industrial, o comércio, os serviços, as actividades criativas

Uma estratégia de desenvolvimento económico para Aveiro deve abranger todas as actividades económicas: a agricultura, a produção industrial, o comércio, os serviços, as actividades criativas, os sectores considerados tradicionais ou de elevado potencial. Uma estratégia de desenvolvimento económico para Aveiro deve criar condições que facilitem a actividade das empresas que se localizam no seu território, deve identificar as vantagens competitivas da nossa região nos diversos sectores, deve definir prioridades, deve demonstrar capacidade de atrair investimento. Deve também assumir novos paradigmas estratégicos que tenham impactos na vivência do espaço público, bem como na criação de riqueza. A aposta na criatividade e na cultura deverá ser encarada como ponto estratégico na captação de investimento e promoção de empreendedorismo criativo e artístico.

  • Utilização dos recursos locais de inovação, I&D e marketing

 O enquadramento actual desafia as empresas a apresentar novas soluções que possam garantir elevados índices de produtividade e competitividade à escala global, ou seja, uma utilização eficiente e eficaz dos recursos e um incremento da capacidade de inovação, I&D e marketing, com uma nova atitude socialmente mais responsável para com a comunidade envolvente.

A ligação integrada e sistemática do Sistema Científico e Tecnológico ao Tecido Produtivo é portanto essencial sendo necessário definir medidas que proporcionem um melhor aproveitamento económico da capacidade local de investigação, desenvolvimento e inovação, onde se destaca Universidade de Aveiro.

  •  A qualificação dos recursos humanos
A competitividade da actividade empresarial exige também a captação de recursos humanos cada vez mais qualificados. Paralelamente a empregabilidade estará cada vez mais dependente da qualificação acumulada ao longo da vida. Convém portanto identificar as fragilidades na oferta de recursos humanos que devem ser eliminadas para que Aveiro possa ser mais atractiva para o investimento privado.

  •  As barreiras administrativas

A actividade económica cruza-se inevitavelmente com serviços públicos dos quais, por vezes, depende a concretização de investimentos. Acresce que o investimento privado tem muitas vezes ‘timmings’ apertados que são condicionados por oportunidades de mercado. Uma cidade competitiva na atracção de investimento deve adequar a sua actividade a esta realidade e eliminar os factores associados à administração autárquica que, de alguma forma, bloqueiem injustificadamente a actividade económica.

  • O espaço onde as empresas se fixam

 É com certeza importante criar espaços qualificados, geridos de uma forma integrada, bem localizados, ambientalmente sustentáveis, competitivos em termos de custo, onde as empresas se possam fixar e desenvolver.

A Candidatura do Partido Socialista à Câmara Municipal de Aveiro ouvirá durante o próximo mês diversos peritos, agentes económicos e todos os cidadãos que queiram contribuir para a elaboração de uma Estratégia de Desenvolvimento e Económico para Aveiro, num percurso que abrangerá todas os elementos acima citados.


Paulo Jesus

Apoiante do Movimento AdoroAveiro