terça-feira, 15 de setembro de 2009
Sessão de Poesia no Espaço AdoroAveiro
Manuel Dias da Silva, pelas 21h30.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Conclusões das Conversas sobre o Futuro:
As “Conversas sobre o Futuro” continuam a decorrer no presente no espaço Adoroaveiro. Desta vez falou-se sobre um tema gerador de paixões e de difícil definição: a cultura.
Perante uma sala cheia Carlos Martins, director executivo de Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, iniciou a sua intervenção fazendo uma “declaração de interesses” apresentando-se como um gestor cultural que procura olhar a actividade cultural como potencialmente geradora de riqueza, em flagrante contraste com uma visão subsídio dependente muitas vezes associada às práticas culturais.
Defendeu que os espaços culturais devem ganhar cada vez mais a função de desencadear a vontade e o desejo de participação dos cidadãos em todo o processo de construção e vivência cultural.
Questionou igualmente a organização convencional dos pelouros nas autarquias, onde a cultura aparece frequentemente como um pelouro autónomo. Para ele, a cultura deve ser transversal, contaminando todo o trabalho camarário, desde a educação até á economia. Defendeu igualmente a profissionalização e a independência dos trabalhadores da autarquia (ou contratados para o efeito) em relação ao poder político.
João Aidos, director do Teatro Virgínia, Torres Novas, e engenheiro especialista em espaços cénicos, defendeu a realização de contratos programa com os agentes culturais para de essa forma existir mutua responsabilização entre a entidade financiadora e a executora. Defendeu que é importante pensar a cidade articulando, organismos e instituições, referindo a experiência do projecto “Aveiro à volta do património”. A procura dos factores de diferenciação positiva que Aveiro pode apresentar, a articulação da actividade cultural com o turismo, e sua ligação à produção de conhecimento que emana da universidade, são outros factores fundamentais para que a cultura possa ser uma plataforma de cidadania e bem estar.
Em resumo, apontou-se para a substituição do papel programador cultural por parte da câmara, por uma acção mediadora entre os produtores e os consumidores culturais.
Estas conversas irão continuar incidindo sobre os agentes culturais e terminar nas grandes linhas estratégicas para uma nova política cultural.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Agenda de eventos culturais da região de Aveiro
http://www.soberaniadopovo.pt/portal/index.php?news=11835
Aveiro - Festa da Ria
http://www.cm-aveiro.pt/www/Templates/GenericDetails.aspx?id_object=32243
Ílhavo - Peça de teatro - Saia Curta e Consequência
http://www.centrocultural.cm-ilhavo.pt/index.php?option=com_eventlist&Itemid=&func=details&did=168
Ílhavo - Semana Jovem
http://www.cm-ilhavo.pt/main.php?srvacr=pages_76&mode=public&template=frontoffice&layout=layout&id_service=76&id_page=1153
Aveiro - Festim
http://www.festim.pt/
Oliveira do bairro - Fiacoba
http://quiosquedasletras.blogs.sapo.pt/204467.html
A partir de hoje, o blogue do Movimento AdoroAveiro vai ter uma agenda de eventos culturais do Concelho de Aveiro e concelhos limítrofes.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Contributos para uma (nova) política cultural
Por razões que não são importantes para esta conversa, tive esta semana oportunidade de ter uma longa conversa com elementos da direcção do Mercado Negro. Este espaço faz este ano três anos de existência.
O Diário de Aveiro em 6 de Junho de 2006 noticiava desta forma a sua abertura: “… Vai surgir numa casa antiga, com vista privilegiada sobre o Canal Central. Com uma programação cultural regular e que visa conquistar um público que procure qualidade e algo pouco convencional, Mercado Negro inclui um pequeno auditório com capacidade para 90 pessoas, um café dividido por três salas que também podem servir como galeria de arte, a loja de música dB, a livraria O Navio de Espelhos, a loja Lollipop, a loja de design Miyabi, que promete apostar em peças exclusivas de design mas também apoiar criadores nacionais, uma pequena uma sala de jogos e ainda a galeria de arte Poc de Tot que vai dar espaço e visibilidade aos novos criadores, em áreas tão diferentes como artes plásticas, joalharia, pronto-a-vestir, decoração, entre outras”
Passado este tempo as lojas não são as mesmas, mas o espírito ainda lá habita, bem vivo.
Valeu (vale) a pena criar e manter este projecto cultural numa cidade com Aveiro? Foi a pergunta central a que era importante dar resposta.
Como em tantas ocasiões na área da cultura, escapa da boca dos protagonistas algum desapontamento em relação aos resultados expectáveis. Inovar é complicado em todas as áreas. Na cultura, é quase sempre um trabalho solitário, incompreendido, pelos que estão próximos, mas muitas vezes admirado quando visto de longe.
O que existe de novo no Mercado Negro é uma política de total ausência de subsídio-dependência.
É o preço da liberdade.
Não ouvi um comentário ou uma crítica à falta de apoio. Isto não implica que não tenham uma profunda consciência do papel cultural, formativo e inovador que desenvolveram durante estes anos, à margem do vazio da política cultural de uma cidade anestesiada.
É chegada a altura de se inverter o paradigma (digo eu):
não são as associações culturais que precisam de apoio, é a sociedade e os seus dirigentes, que assumiram o poder nas Câmaras e no Estado, que necessitam das associações para poderem cumprir cabalmente o seu papel na criação de uma melhor qualidade de vida das pessoas.
Como é qualquer actividade o futuro sustentado da actividade cultural, amadora, semi-profissional e profissional, passa pela implementação de contratos programa onde haja responsabilização das partes em relação a conjunto de acções mutuamente acordadas. Quem é profissional desenvolve um programa a tempo inteiro, quem não o é (e existe igualmente espaço para eles) apresentam planos compatíveis com as suas vidas.
Voltando ao Mercado, senti necessidade de saber com mais exactidão o que foi feito, e fiquei com uma enorme vergonha pela inércia, pelo cansaço que não fui capaz de evitar em nome da eficácia e de empenhamentos quase patéticos, na minha vida profissional. Lá fora da minha vida, corria um programa musical impressionante, que eu não desdenharia de desenhar, num plano teórico, se por acaso tivesse de falar sobre o que deveriam ser as componentes culturais de uma cidade moderna.
Para quem (como eu) não tenha tido energia para mais, encha-se de coragem e gaste o resto da sua energia a clicar em http://www.lastfm.com.br/venue/8825141. Poderá ouvir alguns dos artistas que passaram no Mercado Negro: Tiago Guillul (12/2/09), Butcher The Bar (22/01/09), The Partizan Seed(11/12/08)ou Kimya Dawson (21/05/09), gostei particularmente desta última artista.
Já clicou?
Pois é, foi mesmo aqui que passou tudo isso, em Aveiro(!) onde nos vamos vivendo auto-amordaçados pelo marasmo cultural dominante que nós aceitamos como se fosse um destino, uma fatalidade, algo que nos foi introduzido na alma durante 48 anos e que, para espanto de Darwin, talvez tenhamos herdado do nosso património genético.
Felizmente que, olhando para gente desta, ficamos com a certeza que o gene da passividade é outra das invenções dos passivos.
“A experiência é a cicatriz de todas as coisas”
Maria Velho da Costa (Casas Pardas)
Paulo Trincão
Apoiante do Movimento AdoroAveiro
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Inauguração do espaço Adoroaveiro - 4 de Julho de 2009
Mais do que uma festa, que durou toda a tarde de sábado, os que lá passaram (e foram muitos!) puderam participar num exercício sobre o que pode vir a constituir as bases de uma nova política cultural, activa e sobretudo inclusiva.
Foram criados um conjunto de “rubricas” a que se pretende dar continuidade até Outubro:
- Um toque clássico
- E tu como o farias?, espaço de debate político
- Momento de magia
- A hora da palavra
Teve particular significado o nosso candidato ter iniciado a hora da palavra lendo uma poesia de Miguel Torga. Aveiro, precisa de um presidente culto e activo, e ao ouvi-lo, cresceu em nós ainda mais esse desejo. A emoção e a ternura jorraram abundantemente da voz de Isabel Almeida, ao ler em seguida dois magníficos poemas.
A qualidade do duo Luís Toscano (voz) e Tiago Matias (cordas) criou um ambiente suave e envolvente para início de festa.
Outra agradável surpresa foi espaço de debate político, “e tu como farias” onde o Dr. José Costa com o apoio de Paulo Trincão conversaram e sobretudo ouviram, algumas preocupações e sugestões sobre a política cultural do município.
Entre estas actividades era possível ver espalhados pelos diversos espaços, atractivos e confortáveis, pequenos grupos de pessoas que ao verem as portas abertas iam entrando, é certo que com uma pequena ajuda de um Mimo que encantou sobretudo as crianças. A conversa e a visita à exposição colectiva de pintura de Jeremias Bandarra, Jaime Borges, Carlos Souto, Hélder Tércio, Artur Fino, José Bello, Patrão Lopes e José Augusto, foram ocupando os visitantes até ao início de uma nova actividade.
A magia que se foi criando foi muito bem aproveitada por Filipe Monteiro que mostrou a todos o papel que esta forma de arte pode ter na motivação e fixação de públicos.
E como era festa não faltou um bom espumante da Bairrada!
E como era do Partido Socialista não faltaram as rosas, vermelhas é claro.
Para quem não esteve lá, vale a pena estar atento ao programa do espaço porque isto foi só o princípio.
Esperamos por todos!
Sofia Cunha e Paulo Trincão
