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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

S. JACINTO: PS CONTESTA INSINUAÇÕES DA COLIGAÇÃO PSD/CDS E ACUSA ÉLIO MAIA DE LIDAR MAL COM A DIFERENÇA DE OPINIÃO

O presidente da Junta de Freguesia de S. Jacinto, António Costeira, candidato a novo mandato nas eleições do próximo domingo, contesta - e lamenta! - as afirmações do presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, e do candidato da Coligação PSD/CDS, Rui Vaz, quanto ao orçamento da autarquia, por não serem verdadeiras, garantindo que, ao contrário do que insinuam, o orçamento real da Junta anda, infelizmente, bem longe dos 600 000 euros. O orçamento anual da Junta de S. Jacinto não chega a esses valores, mas bem podia andar pelo menos por perto, se a Câmara Municipal de Aveiro transferisse, a tempo e horas, as verbas que se compromete, no início de cada ano, a transferir para a Junta de Freguesia. Verbas que dariam - isso é verdade, se fossem transferidas ! - para resolver muitos dos problemas que afligem a freguesia e os seus habitantes.
O candidato socialista lembra que o relatório de gestão de 2008, aprovado na Assembleia de Freguesia, da qual o candidato da Coligação faz parte (mas parece não fazer, porque nunca apresentou qualquer proposta) se fica pelos 337 000 euros. António Costeira acha que, em vez de andar a desviar as atenções do que é importante, o presidente da Câmara deveria era esclarecer, antes de mais, onde é que param os 50.000 euros que elementos da Coligação PSD/CDS dizem que são transferidos, todos os meses para a Junta de Freguesia de S. Jacinto. E, relativamente a declarações de Élio Maia, que disse considerar importante a vitória da Coligação Juntos por Aveiro em S. Jacinto, por forma a haver “uma melhor articulação e diálogo entre Câmara e a Junta de Freguesia”, a candidatura socialista considera a afirmação lamentável, a todos os títulos, além de ser reveladora da forma como o presidente da Câmara de Aveiro e candidato da Coligação PSD/CDS convive mal com a diferença, com o pluralismo, com a tolerância e, no fundo, com a Democracia, ao contrário do que constantemente apregoa.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

S. Jacinto: Junta tem-se substituído à Câmara em quase tudo

“Devemos ser das freguesias cujas estradas e passeios se encontram em melhores condições”. A expressão de contentamento é do actual presidente da Junta de Freguesia, António Costeira, que volta a candidatar-se a mais um mandato, pelo Partido Socialista, e foi proferida esta sexta-feira, durante a apresentação pública da sua candidatura, mas esconde uma outra realidade: “Esta quatro anos foram anos em que lutamos contra muitas adversidades. Sem apoios, cingimo-nos às receitas por nós obtidas, nomeadamente as provenientes do Parque Municipal de Campismo, das infra-estruturas desportivas e das verbas provenientes do Estado”, afirmou Costeira. “Tivemos (a Junta de Freguesia) que substituir a Câmara em quase tudo. Sem que a lei nos obrigue, fizemos mais do que o executivo camarário em prol de São Jacinto”, diz António Costeira, apontando exemplos concretos: A rua da Igreja teve uma intervenção feita pela Junta, quando era da obrigação da Câmara. Quer dizer: “Gastámos ali 20.000 euros, quando podíamos aplicá-los em obras da sua competência. “Se o Porto de Abrigo não está construído, isso deve-se à Câmara de Aveiro”, afirmou António Costeira noutro momento do seu discurso de apresentação”. E isto porque “o actual presidente da Câmara disse, numa reunião com os pescadores, que o objectivo era fazer o porto – explicou - , mas a verdade é que andaram quatro anos para candidatar o projecto e só o fizeram no ultimo ano, sem o estudo de impacte ambiental. Resultado: o projecto foi novamente adiado”.

Promessas adiadas, compromissos por cumprir! Em jeito de balanço do mandato que agora termina, Costeira afirmou que a Junta de Freguesia a que preside tem dado aos jovens um apoio sem precedentes. “Esta Junta tem tido a juventude como prioridade, em especial no sentido de melhorar as condições das infra-estruturas desportivas (campo relvado, polidesportivo, cobertura do pavilhão, projecto de piso sintético), do espaço digital e do espaço jovem” afirmou, acrescentando que o programa da candidatura socialista que volta encabeçar tem os jovens como prioridade e quer criar uma Associação de Jovens na Freguesia.


“São Jacinto é das poucas freguesias do País que se orgulha de ajudar as famílias com os livros escolares. Queremos ir mais longe. Com a obrigatoriedade do ensino, queremos apoiar até aquele nível de ensino”, afirmou, acusando a Câmara de não ter prestadoo qualquer apoio financeiro, em quatro anos, às associações da freguesia”. O que as impossibilita de realizarem projectos importantes. “ A Junta é a única entidade que apoia as associações. Ainda há poucos dias a Associação da Fanfarra foi revitalizada”. O Lar de Idosos, objecto de compromisso firmado com o Centro Social de São Jacinto, é outra obra adiada – denuncia António Costeira, adiantando que “a Câmara também tem vindo a adiar a construção do novo quartel da secção dos Bombeiros Novos.” “O IMI aplicado à nossa freguesia é injusto. Em São Jacinto, a Câmara não mexeu nos coeficientes de localização. O problema, na nossa freguesia, é a localização. É justo termos um valor mais baixo, pois ,em certas zonas, paga-se tanto como na Barra e Costa Nova e mais do que no Furadouro, na Vagueira e naTorreira.”


“Transportes, São Jacinto continua mal servida. E está mal porque existe uma desorganização constante no seio da MoveAveiro. Lancha em péssimas condições, a horários que mudam consoante as vontades, tudo prejudica a população. A utilização do “ferry” não esta a ser feita da melhor maneira. A existência de uma única lancha operacional é uma irresponsabilidade!” Em suma, “os que vivemos em S. Jacinto temos sido esquecidos constantemente”, afirma o candidato socialista, reclamando condições “para podermos afirmar que somos a única praia de Aveiro”. “Aveiro tem de olhar para nos como uma freguesia que pretende evoluir, adaptar-se e desenvolver-se turisticamente”, reclama o candidato socialista, convencido, no entanto, que isso só será possível com outra Câmara e com uma câmara socialista.


Élio Maia conivente com mentira


Costeira aproveitou a ocasião para desmentira afirmação, proferida por “alguém da coligação, na presença do presidente da Câmara, Élio Maia, aquando da apresentação da lista PSD/CDS-PP”, segundo a qual a Câmara Municipal de Aveiro entrega à Junta de Freguesia de S. Jacinto 50 mil euros todos os meses. “Que fique claro: a Câmara Municipal de Aveiro nunca transferiu ou transfere a verba em causa. O que foi dito simplesmente é propaganda política em torno de uma mentira que querem tornar verdade. A CMA não entrega esse valor às 14 juntas, muito menos a São Jacinto!” , protesta António Costeira, considerando que o candidato da Coligação PSD/CDS-PP à Assembleia de Freguesia de S. Jacinto deveria ter reposto a verdade, uma vez que tem conhecimento (e participa) das contas da Junta, mas não o fez porque também lhe convinha”…

“Se, nas palavras de um responsável da coligação, a CMA transfere para a Junta a quantia mensal de 50 mil Euros, se a Junta não tem esse dinheiro e não é emitido qualquer recibo, então onde é que anda esse dinheiro?” Nesse caso, “há que investigar!”, adverte António Costeira, considerando que o presidente da Câmara, Élio Maia, ao não desmentir a afirmação feita na sua presença, “foi conivente!” Em tempo de discursos, o cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal, Raúl Martins, falou da incompetência do actual executivo, das trapalhadas que tem protagonizado (caso das piscinas) e da incapacidade de resolver o problema do parque escolar de Aveiro. Manifestou toda a sua confiança no candidato à Câmara, José Costa, e em António Costeira e assumiu, pessoalmente, o compromisso da construção do porto de abrigo de S. Jacinto. Por sua vez, José Costa pediu a confiança das gentes de S. Jacinto, considerando que o seu problema periférico tem de ser levado em conta enquanto factor de coesão social e reafirmou que, consigo na Câmara, nenhuma freguesia será excluída ou abandonada.