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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PS/Aveiro apresenta queixa na CNE

O PS/Aveiro apresentou, hoje, uma queixa na Comissão Nacional de Eleições (CNE), contra a Junta de Freguesia de Requeixo (Aveiro), de maioria PSD/CDS, por utilização ilegal e abusiva do site daquela Junta de Freguesia na campanha eleitoral.

Em causa está a utilização da página oficial de internet da Junta de Freguesia, para propaganda eleitoral da Coligação CDS-PP, à qual pertence o actual presidente da Junta.

O PSAveiro desconhece durante quanto tempo, mas às primeiras horas de hoje, a página de Internet da Junta de Freguesia de Requeixo (www.jf-requeixo.pt) ainda exibia um “manifesto eleitoral” da Coligação Juntos por Aveiro para aquela freguesia na frontpage.

(disponível em http://2.bp.blogspot.com/_zoQjhjyXsyw/SsvxRN0wVVI/AAAAAAAABiA/ypZG0j9YWQM/s1600h/JFRequeixo_ManifestoEleitoral.jpg).

O documento foi retirado do site já durante o dia de hoje, depois dos primeiros comentários críticos.

O PS/Aveiro e os candidatos socialistas à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e às juntas de Freguesia do concelho de Aveiro, não podem deixar de denunciar mais esta apropriação indevida, que se traduz na utilização abusiva de meios públicos em proveito de interesses privados de um indivíduo ou um grupo.

Independentemente de pugnar pelo necessário apuramento de responsabilidades, o PS/Aveiro não pode, por outro lado, deixar de sublinhar que esta ocorrência surge na sequência de outros atropelos ao exercício da liberdade e da democracia, vindos sempre do mesmo quadrante político-partidário.

O PS Aveiro recorda o caso do Centro Cultural de Horta (Eixo), cujos responsáveis recusaram a cedência de instalações aos candidatos do PS para uma sessão de esclarecimento aberta a toda população.

O PS retém, também, a sugestão despudorada do presidente da Câmara de Aveiro e candidato da Coligação Juntos por Aveiro, deixada, no fim-de-semana, em S. Jacinto, de que seria melhor para a freguesia, em termos de colaboração com a Câmara, que a Junta (historicamente de maioria PS) fosse, também, da Coligação PSD-CDS-PP, numa demonstração incontida da forma como Élio Maia e a Coligação que o apoia lidam mal com a diversidade, o pluralismo e a democracia.

E, além de registar um elevado número de anúncios de projectos e planos de intenção de última hora e a realização de numerosas pequenas obras, trabalhos de limpeza e requalificações feitas à pressa, em pleno período de pré-campanha e de campanha eleitoral, um pouco por todo o lado mas, sobretudo nas freguesias mais afastadas - não pode, também, deixar de questionar a transparência – e estranhar o envolvimento da Câmara - no processo de entrega de um conjunto de cheques a várias instituições do concelho, no valor de muitos milhares de euros, por parte de uma empresa prestadora de serviços à autarquia, em obediência a indicações desta e com a menção expressa – conforme veio, hoje mesmo, a público – de que para tais verbas serão para abater aos compromissos assumidos pela Câmara em relação às entidades beneficiárias.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

II Congresso Republicano e a identidade dos aveirenses



Existe uma marca histórica indelével da identidade dos aveirenses. No período cinzento e sem abertura que foi o salazarismo, esta cidade tornou-se o epicentro de reunião e reflexão das correntes que se opunham ao regime autoritário. Os três congressos republicanos (mais tarde apelidados da oposição democrática) em 1957, 1969 e 1973 realizados em Aveiro, foram momentos essenciais na luta contra a ditadura e o rosto de quem pensava diferente, momentos que proporcionaram o encontro, a troca de ideias  e a união de quem queria construir um Estado verdadeiramente democrático em Portugal. 

Em 1957, 1969 e 1973, os democratas aveirenses foram capazes, com perseverança e coragem, de possibilitar o encontro de todos os democratas e demonstrar a todo o país que era possível lutar contra o que parecia impossível. Segundo, Joaquim Silveira, um dos democratas envolvidos na organização do Congresso, "era em Aveiro que havia pessoas mais motivadas para as lutas políticas. Aveiro não era propriamente um distrito muito democratizado, mas havia uma vontade firme de combater o regime". O nosso Teatro Aveirense encheu de congressistas liberais, esquerdistas, socialistas e comunistas, entre os quais os aveirenses Mário Sacramento, Álvaro Seiça Neves, Costa e Melo, Artur Bártolo, Augusto Chaves, Flávio Sardo, João Sarabando, Joaquim Silveira, Carlos Candal, Jorge Sarabando, Santos Pato e Élio Sucena

No próximo Sábado, dia 16 de Maio, comemora-se no Teatro Aveirense, palco do II Congresso Republicano, os 40 anos da segunda reunião dos democratas portugueses. Mário Soares, que também participou no II Congresso Republicano, irá estar presente, bem como o Ministro Rui Pereira, Filipe Neto Brandão, Élio Maia e Artur Santos Silva. 

Compreender e assinalar eventos e personalidades da História de uma comunidade é um elemento fulcral para motivar o sentimento de pertença, a identidade e o espírito cívico de um povo. Não há identidade e capacidade para unir os aveirenses sem recorrer à justa exaltação de um momento único da nossa história, que demonstra, visceralmente, o espírito de ser aveirense e o amor irredutível à liberdade que possuímos. Para Filipe Neto Brandão, governador civil de Aveiro, "Comemorar o II Congresso Republicano, para além da justa exaltação da memória dos homens e mulheres que o idealizaram e tornaram possível, constituirá uma oportunidade para revisitar os valores republicanos enquanto projecto, nunca acabado, de regeneração política e de afirmação da cidadania".

Movimento AdoroAveiro